30 de março de 2015

Morre o jornalista e advogado Hugo Navarro



Está sendo velado na capela do hospital Dom Pedro de Alcântara, o corpo do advogado e jornalista, Hugo Navarro, que faleceu por volta de 23 horas de domingo(29), no hospital Cardio Pulmonar, em Salvador, onde estava internado, vítima de pneumonia. O enterro está marcado para 16 horas, no cemitério Piedade.

Nascido em 29 de abril de 1929, Hugo estava a um mês de completar 86 anos.

Desde o começo do ano passado a saúde começou a ficar bastante debilitada, de acordo com informações transmitidas pelo filho, Dálvaro Neto. O advogado estava internado há 90 dias, 30 em Feira e 60 em Salvador.

Hugo não era dos que seguem à risca recomendações médicas. Por exemplo, nunca parou de fumar. Nem de escrever sua coluna semanal, possivelmente a parte mais esperada do semanário Folha do Norte, que pertence à família. Na edição da última sexta-feira, 27 de março, lá está ela, desta vez sob o título Feira e a Semana Santa. Que termina com a ironia característica de muitos de seus textos. Ao se referir ao sábado de Aleluia, ele conclui o texto dizendo que "comemorava-se, no final das contas, a volta da licença para o pecado, que sob certos aspectos é imprescindível fator da vida".

Ao comentar sobre Hugo Navarro na manhã de hoje, um apresentador de programa de uma rádio local, falou sobre como ele era uma referência no tribunal do júri, atraindo os estudantes de Direito, estivesse na acusação ou na defesa. "Eles iam aprender".

ATIVIDADE POLÍTICA

Hugo Navarro também foi vereador e deputado estadual.
Seu primeiro mandato na Câmara Municipal (1963 a 1967, pela UDN) abrangeu o período da ditadura militar, que pôs para fora o prefeito eleito Francisco Pinto. Entre 1969 e 70, exerceu o segundo mandato.

Retornou ao parlamento na Assembleia Legislativa, como deputado estadual pelo partido governista, a Aliança Renovadora Nacional (Arena), entre 1979 e 1983. Na eleição seguinte ficou como suplente, mas exerceu o mandato a partir de 1986, já pelo PDS, partido que sucedeu a Arena na sustentação à ditadura.

BACALHAU NÃO SAI

Um dos blocos mais antigos da Micareta de Feira de Santana, o Bacalhau na Vara foi fundado pela família Silva, que até hoje é responsável por ele. Este ano, com a morte de um de seus principais componentes (e mais ainda, pelo prolongado período de internação, que monopolizou as atenções da família), o bloco não vai desfilar.

* Fato Concreto; com informações do Central de Polícia

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